Lições antigas para uma crise atual

As gerações mais novas, da X, nascida entre os anos 1960 aos 1970, até a Alpha, das crianças que vieram ao mundo a partir de 2010, passando pelos descolados ‘millennials’ (Geração Y) e os conectados Z, nunca viveram uma crise mundial. A II Guerra acabou há 75 anos e, tirando os conflitos entre países, como as guerras do Irã x Iraque, o confronto na Síria e o drama do Iêmen ou de países africanos, ninguém que tenha menos de sete décadas de vida hoje sabe o que é um estado de aflição nas dimensões da pandemia.

Se o Sars-Cov-2 (nome do vírus que virou o planeta de ponta-cabeça) só tem três meses de descoberto, ou seja, ainda se sabe pouco sobre ele e a doença Covid-19 que ele causa; menos tempo ainda o planeta teve, até agora, para se habituar à situação atual e ao que está por vir depois que o pior passar.

II Guerra acabou há 75 anos (Foto: Reprodução)

Em situações extremas, o ser humano vem mostrando desde a pré-história que tem resiliência no DNA, mas nem todo mundo muda tão depressa diante dos problemas. Algum tempo de adaptação sempre será necessário. Além de sobreviver ao olho do furacão, as pessoas também precisarão aprender a viver para além da Covid-19. Uma coisa especialistas já afirmam: as pessoas e o planeta não serão mais os mesmos depois dessa tempestade. Em nenhum momento da história, inclusive, o mundo foi o mesmo depois de enfrentar um drama.

A escritora ítalo-brasileira Marina Colasanti, em seu livro de memórias ‘Minha guerra alheia’ (Record, 2010), narra a infância vivida na Itália durante a II Guerra. O livro, apesar de descrever um período trágico, é recheado de otimismo e das pequenas lições que a geração da autora tirou das vicissitudes da guerra. 

Desde se adaptar à escassez de produtos substituindo-os por outros até sobreviver aos dias de confinamento em abrigos subterrâneos contra os bombardeios, Marina, seus pais e toda aquela gente que viveu a guerra, tem muito a ensinar aos humanos de agora. 

Outros destaques

Cinco livros infantis que adultos deveriam ler na quarentena: 

’Momo e o Senhor do Tempo’ (Michel Ende) –  Conta a história de uma menina que vive nas ruas e sempre ajuda os moradores de uma vila. Até que um grande perigo ameaça seus amigos e ela precisa ensinar a eles valores como solidariedade e compreensão. 

 ‘O Incrível Livro de Hipnotismo de Molly Moon’ (Georgia Byng) –  Molly Moon vive num orfanato horroroso desde que se lembra. Um dia, ela encontra um livro de hipnotismo e graças aos ensinamentos do livro, muda o próprio destino e dos outros órfãos.

’Coraline’ (Neil Gaiman) –  Conta a história de uma menina que se muda com seus pais para uma casa antiga, onde descobre uma passagem secreta. Ensina a valorizar as pequenas coisas e a enfrentar os medos que paralisam e nos impedem de crescer.

 ‘O Outono do Álamo’ (Kazumi Yumoto)  –  Delicado como todas as histórias japonesas, o livro fala da solidariedade e da cumplicidade entre as mulheres, que se consolam na dor da perda, se ajudam nas dificuldades e dividem momentos felizes.

‘Onde vivem os monstros’ ( Maurice Sendak )  – Traz  mensagens sobre enfrentar os medos e dificuldades e não subestimar o apoio da família e dos amigos.

‘Malhadores’ substituiram academias fechadas por exercício à beira-mar (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Sem academias, mas com orla

Com as academias fechadas por conta da pandemia de coronavírus, os soteropolitanos elegeram a orla da cidade para manter a rotina de atividade física, mesmo com os riscos de contrair a infecção covid-19. Ouvidos pelo CORREIO, muitos ‘malhadores’ argumentaram que estão respeitando a distância social e as regras de higiene.

Policiais usaram lanchas contra banhista (Foto: Reprodução/Instagram da Polícia da Califórnia)

Quebra de isolamento vira caso de polícia nos EUA

Um homem foi detido na quinta-feira, 02, na Califórnia, nos Estados Unidos, depois de ter quebrado a quarentena imposta pelo governo local. O cidadão saiu de casa para aproveitar o sol na praia de Malibu e praticar stand up paddle. Ele  foi perseguido por cerca de 30 minutos por barcos da polícia e de uma equipe de salva-vidas. Pelo desrespeito às normas de isolamento, o homem, que teve a identidade preservada pelas autoridades, vai receber uma multa de US$ 1 mil (R$ 5.300) e pode até ser preso por seis meses.

Laranja virou vilã da inflação em Salvador (Foto: Reprodução)

Vírus salgou o preço da laranja em Salvador

O preço da laranja teve um salto de 100% em Salvador. O cento, antes vendido por R$ 10, agora custa R$ 20. A informação foi dada ao CORREIO pelo presidente do Sindicato dos Vendedores Ambulantes e dos Feirantes da Cidade, Nilton Ávila. Para o consumidor final, o preço também pesou no bolso. O CORREIO apurou que em uma feirinha da Pituba, essa semana, um saco com 20 unidades da fruta, que antes custava R$ 10, estava custando o dobro. E a alta  ocorreu  ainda nos bairros populares. Em Cajazeiras 10, um pacote com 10 laranjas subiu de R$ 7 para R$ 14.

As notícias mais lidas da semana

1 –  Sthe denuncia violência e diz que Abner já sabia que bebê não era filho dele

2 – Bahia pode chegar a 1,1 milhão de pessoas infectadas por  coronavírus

3 –  Imagem do Senhor do Bonfim percorre as ruas de Salvador nesta sexta

4 –  Governo baiano vai pagar conta de luz de 677 mil pessoas por 3 meses 

5 –  Sistema funerário entra em colapso no Equador e corpos ficam nas ruas  

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