Ivete relembra nascimento das gêmeas: ‘1º mês de vida delas passei chorando’

Ivete Sangalo falou um pouco como foi a experiência que teve logo depois do nascimento das filhas gêmeas, Marina e Helena. Em entrevista à Vogue Brasil, ela contou que ao se tornar mãe aos 45 anos das duas meninas estava acostumada a ter uma relação de dedicação total com o até então único filho, Marcelo. 

“Quando nasceram as duas meninas, eu queria ter com elas o mesmo processo de exclusividade que eu tive com o filho único. E não é possível, porque elas são duas, em número elas são maiores. Eu tinha sempre que entregar uma para dar de mamar para a outra. Eu tinha que dar o banho em uma, entregar, para continuar a dar o banho na outra. Então eu sempre tinha que entregar. Isso me fez sofrer muito, mas você não tem ideia, eu passei um mês, o primeiro mês de vida delas eu passei chorando”, conta.

“Eu passei um mês me dando o direito de chorar todos os dias, uma hora por dia. Eu mesma botava músicas românticas, tristinhas, dava aquela chorada, dava uma aliviada, e voltava. Era quase que na agenda. Quando estava todo mundo dormindo eu ia lá no meu som, ficava na janela, buscava o ângulo mais bucólico, mais sofredor, ligava a música, me apropriava daquele momento, chorava, depois eu desligava e ia continuar vivendo a vida. Porque eu sabia que eu podia aquilo, era um direito meu, de mulher”, explica.

Também na entrevista, Ivete contou que na infância pensava em ser dentista. “Quando eu era criança eu já era cantora, então, eu não tinha em pauta ser cantora”, explica. “Então, o que eu pensava quando eu era criança? Em ser dentista! Porque eu achava o consultório da minha dentista incrível, achava ela chiquérrima, achava o consultório chiquérrimo e eu falava “gente, eu sou chiquérrima e eu quero ser dentista [risos]”. E paralelo a isso, eu sempre tive uma relação com esporte, com atividade física e sempre quis ser triatleta”, contou.

Ivete diz que chegou a praticar triatletismo, mas o início da vida de cantora atrapalhou seu lado esportivo. Mas até hoje ela é muito ativa e ligada ao esporte. “eu pratico canoa, eu faço boxe. O boxe é o esporte que eu tenho uma relação mais frequente, mais intensa. Domino muito. Futebol eu adoro, jogo muito com meu filho hoje”, elenca.

A baiana também revelou que recebeu conselhos de Gilberto Gil para que meditasse, mas que tem dificuldades em dar uma pausa na mente. “Eu acho que o único ponto que eu fico devendo ao meu corpo e à minha saúde é saber desligar a cabeça. É a coisa mais difícil. Eu fico em oração, eu tento mentalizar, faço exercícios de respiração – que eu aprendi com uma amiga minha que chama Giulia, que é professora de yoga e que é quem vai me dar as aulas –, mas eu estou devendo isso ao meu corpo. E eu acho que chegou mais do que na hora de fazer isso. Então acho que aproveitar o momento, saber saborear isso, é um aprendizado que eu estou, aos pouquinhos, chegando lá”. 
 

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