Bolsonaro escolhe Renato Feder para assumir o MEC

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para assumir o Ministério da Educação. A informação é da Folha de S. Paulo.

Antes de Carlos Decotelli ser anunciado, na última semana, Feder chegou a ser cotado para a pasta. Pesava contra o nome dele o fato de ter sido em 2018 um dos principais doadores da campanha de João Doria ao governo de São Paulo.

Decotelli acabou pedindo demissão do cargo antes de tomar posse por conta de polêmicas envolvendo seu currículo. Depois disso, Feder ligou para o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmando ter interesse em ser ministro.

Aliados dizem que o empresário também tentou entrar em contato com Olavo de Carvalho, através de alunos do chamado “guru da direita”, mas não teve retorno. A ala olavista do governo tem muito interesse na pasta da Educação.

Quando o nome de Feder foi considerado inicialmente, também surgiu a informação de que ele foi denunciado por sonegação fiscal e responde a processo milionário na Justiça de São Paulo, que corre em sigilo.

Em 2016, Feder e o sócio, Alexandre Ostrowiecki, administradores da empresa de informática Multilaser Industrial S.A., foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal (Coesf), por fraude de R$ 3,2 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O processo corre no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e ainda está em fase de tramitação. Feder foi indicado ao cargo pelo governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD).

Outros nomes também foram cotados para a pasta, incluindo o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant’Ana e o membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) Antonio Freitas – pró-reitor da FGV, este último aparecia como orientador do doutorado não concluído por Decotelli.