Cão da Polícia Militar do Piauí que atuou nas Olimpíadas e em rebeliões morre em Teresina


O pastor alemão Fury era combatente do Canil da Polícia Militar do Piauí desde 2013. Ele morreu de erliquiose, conhecida como a doença do carrapato. de
Fury era combatente do Canil da Polícia Militar do Piauí desde 2013
Divulgação/PM-PI
O pastor alemão Fury, um incansável combatente do Canil da Polícia Militar do Piauí, morreu nesse domingo (11) aos sete anos de idade. O cão participou de diversas operações importantes da corporação, como rebeliões na Casa de Custódia e na Penitenciária em Esperantina. O animal chegou a atuar com a Força Nacional durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
O tutor, adestrador e condutor de Fury era o sargento Aloísio Tavares. Ele ganhou o cão de amigos em Fortaleza, e logo depois, no ano de 2013, Fury entrou para os quadros da PM-PI. O policial contou ao G1 que o animal fazia patrulhamento em viatura, participava do policiamento em eventos esportivos, greves e manifestações.
“Trabalhamos em muitas intervenções na Casa de Custódia, no presídio de Esperantina. No momento em que chegávamos juntos com a tropa de choque, nós fazíamos a contenção, retomávamos o poder do presídio e controlávamos a situação. Então sempre era assim”, lembrou.
Tutor e adestrador de Fury destacou a atuação do amigo nas operações
Arquivo Pessoal/Aloísio Tavares
A morte de Fury foi repentina e causou surpresa a todos do batalhão. Recentemente, o cão foi diagnosticado com erliquiose, conhecida como a doença do carrapato. Ele não apresentava sintomas, apenas não conseguia se alimentar bem.
“Ele estava com dificuldade de se alimentar. Um dia ele comia bem, outro dia não. Nós o levamos ao veterinário e ele foi diagnosticado, nessa semana, com erliquiose. Infelizmente, essa doença é um pouco comum no nosso meio, porque trabalhamos com os cães na rua e eles são bem vulneráveis”, disse.
Fury atuou na Força Nacional durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro
Arquivo Pessoal/Aloísio Tavares
Hoje, o sargento está de luto pela morte do amigo. Para ele, os cães são como membros da corporação.
“Nós tratamos os cães como, realmente, membros da corporação. São nossos policiais irmãos e, hoje, tem sido bem difícil. Recebi a visita de amigos e estamos relembrando passagens, momentos que tivemos com ele”, comentou.
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